As melhores vitaminas para crescimento de cabelo e unhas fortes

Cabelo e unhas refletem mais do que estética; eles expressam o estado de saúde, nutrição e metabolismo corporais. Diversos fatores como hormonais, genéticos, ambientais ou de estilo de vida interferem no crescimento, na resistência e no aspecto desses tecidos. Entre os nutrientes alvo de estudos, as vitaminas do complexo B (entre elas a Biotina - vitamina B7) têm aparecido como potenciais aliados.

Por que as vitaminas são importantes para cabelo e unhas

O folículo capilar e a matriz são tecidos que demandam metabolismo ativo, divisão celular, queratinização, processos que exigem energia, cofatores enzimáticos e nutrientes adequados. Estudos indicam que o estado nutricional influencia a saúde capilar, já que as células do folículo piloso dependem de um fornecimento adequado de nutrientes e energia para seu metabolismo.

Ou seja: antes de pensar em “melhores” vitaminas, o ponto de partida é verificar se há carência ou risco nutricional, pois suplementar indiscriminadamente nem sempre traz benefício adicional.

Principais vitaminas apontadas e suas funções

Com base nas fontes, destacam-se as seguintes vitaminas:

Biotina (vitamina B7)

Há evidências de que a suplementação com biotina pode ser possivelmente uma forma de tratamento e prevenção da queda capilar. Esse nutriente atua como cofator em reações de síntese de ácidos graxos, aminoácidos que são importantes para a formação da haste capilar.

Ácido fólico (vitamina B9)

Na revisão de complexo B, o ácido fólico é destacado como vitamina fundamental para a diferenciação e proliferação celular. Desta forma atua no folículo piloso, podendo prevenir queda e estimular o crescimento.

Vitamina B12

Pertencente ao grupo dos corrinoides (metilcobalamina, cianocobalamina, hidroxicobalamina e aquocobalamina), é biologicamente ativa e atua na formação dos glóbulos vermelhos, no funcionamento das células nervosas, no equilíbrio hormonal e na manutenção da pele. Participa do metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas, além da síntese de ácidos nucleicos, da bainha de mielina e da maturação das células sanguíneas. A deficiência de vitaminas do complexo B costuma se manifestar por alterações cutâneas, como dermatites, glossites, queilite e ulcerações, e pode incluir também alopecia. Esse quadro pode ser agravado por disfunções da tireoide (glândula responsável pela regulação metabólica por meio dos hormônios T3 e T4), já que condições como hipotireoidismo reduzem o ritmo das atividades corporais e comprometem o ciclo de crescimento capilar.

Quando considerar suplementação

Com base nas duas fontes, podemos extrair critérios para pensar em suplementação:

Se houver deficiência ou risco de deficiência detectada (ex: dieta extremamente restrita, má absorção, condição clínica que prejudica nutrição). Ressaltamos que nas pessoas saudáveis, sem deficiência, os dados ainda não permitem recomendar suplementação rotineira.

Se existe queda capilar significativa e persistente, e a investigação nutricional mostra ou sugere deficiência dessas vitaminas (especialmente biotina, folato, B12).

Como parte de uma abordagem integrada: suplementação não substitui alimentação adequada, controle de fatores como estresse, hormônios, saúde geral, qualidade do sono e cuidados com cabelo/unhas.

As vitaminas do complexo B, em especial a biotina, têm respaldo científico para o papel que exercem no metabolismo da pele e cabelo. Em casos de deficiência ou risco elevado, a suplementação pode ser considerada como parte de um plano mais amplo. Contudo, em pessoas com estado nutricional adequado, o benefício da suplementação rotineira não está plenamente estabelecido. A chave é personalização: investigação, acompanhamento e abordagem global.

Fontes